Um pouco mais
sobre a Síndrome de Asperger
Essa patologia foi nomeada graças ao pediatra vienense chamado Hans Asperger, que no ano de
1944 descreveu pela primeira vez na história o conjunto de padrões comportamentais
apresentados por alguns de seus pacientes, predominantemente do sexo masculino.
Em seus estudos o doutor constatou que as crianças apresentavam o desenvolvimento da
linguagem e a inteligência normais mas possuíam um comprometimento grave na capacidade
de comunicação, nas habilidades sociais e também no que dizia respeito a coordenação motora.
De acordo com a Asperger Syndrome Coalition of the United States, ainda é possível que essa
patologia só se manifeste mais tarde do que o típico autismo ou então que só seja identificado
mais tardiamente.
Embora muitas crianças tenham seu diagnóstico já logo após os três anos de idade a maioria só é
realmente diagnosticada mas tarde, entre os 5 e 9 anos de idade.
É importante dizer também que as crianças portadores dessa síndrome são totalmente capazes
de levar uma vida diária normal porém com uma tendência mais forte à imaturidade social.
Por isso acabam se relacionando de forma melhor com pessoas adultas do que com os seus pares.
É por isso também que muitas vezes são considerados estranhos ou um tanto quanto excêntricos.
Um pouco mais
sobre a Síndrome de Asperger
A doença então, segundo especialistas segue continuamente de quem a desenvolve e dura por
toda a vida. O que pode acontecer é que os sintomas aumentem ou diminuam no decorrer da
vida.
Por esse motivo é que o diagnóstico e o tratamento precoce podem ser fundamentais para uma
criança que possui essa patologia.
Visão geral da Síndrome de
Asperger: origem, histórico epidemiologia
Em uma visão geral a Síndrome de Asperger nada mais é do que um transtorno neurobiológico
que se enquadra dentro dos transtornos conhecidos como transtornos globais do
desenvolvimento.
Embora o primeiro estudo sobre a síndrome tenha sido feito pelo psiquiatra austríaco Hans
Asperger há bastante tempo o reconhecimento internacional da patologia veio somente no ano
de 1994, quando ela foi finalmente incluída no DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental
Disorders), o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
Uma curiosidade é que essa Síndrome foi, por muitos e muitos anos, considerada como uma
condição relacionada ao autismo, porém sempre considerando ambos como condições distintas.
Entretanto foi somente em maio do ano de 2013 que que certas mudanças importantes foram
feitas através da quinta edição do DSM-V.
Algumas dessas importantes mudanças, por exemplo, foram a alteração dos nomes de certas
doenças e condições já conhecidas e também novos diagnósticos.
Já no que diz respeito diretamente à Síndrome de Asperger ela foi agrupada a uma nova
terminologia médica, juntamente com o autismo, passando a fazer parte do grupo TEA, ou
Transtorno de Espectro do Autismo, no DMS.
Essa nova definição faz com que a síndrome então passe a ser considerada como uma forma
Visão geral da Síndrome de
Asperger: origem, histórico epidemiologia
menos severa de autismo. Assim os pacientes podem ser diagnosticados analisando somente os
graus de comprometimento tornando o diagnóstico ainda mais completo.
Vale lembrar que diferentemente do que acontece no autismo clássico, os portadores da
Síndrome de Asperger não apresentam nenhum tipo de comprometimento do intelecto ou na
sua capacidade cognitiva.
Essa é uma das razões que leva a maioria dos pais a ignorar os primeiros sinais ou sintomas dessa
síndrome que são muitas vezes confundidos com temperamento ou características da
personalidade do paciente.
Já no que diz respeito ao número de portadores dessa doença ou condição ainda não há uma
contagem exata justamente pelo fato de a doença só ter sido reconhecida como um TEA
recentemente.
O que é importante ressaltar é que os meninos apresentam uma propensão de três a quatro vezes
maior do que as meninas de serem acometidos pela Síndrome de Asperger. O que acontece é que
casos menos intensos da doença estão agora sendo identificados com mais facilidade e isso faz
com que os números pareçam estar aumentando.
Entretanto as estimativas mostram que a sua ocorrência é bem mais comum do que se
imaginava afetando uma entre cada 250 crianças. Esses números variam bastante de acordo
com o país e nos Estados Unidos o número cai drasticamente para uma em cada 10 mil crianças
Causas da Síndrome de Asperger
Assim como o Transtorno de Espectro do Autismo, o TEA, a Síndrome de Asperger tem suas causas
ainda desconhecidas. Entretanto existem linhas que acreditam que a patologia possa ser causada
por alguma anormalidade no cérebro da criança.
Assim sendo acredita-se que a causa da Síndrome de Asperger pode ser causada por
anormalidades cerebrais visto que existem diferenças na estrutura e no funcionamento de certas
regiões específicas do cérebro.
Também é possível que haja algum padrão hereditário na AS pois existem pesquisas que indicam
que em alguns casos ela pode estar diretamente associada a doenças ligadas à saúde mental.
Essas doenças de saúde mental podem ser o transtorno bipolar e a depressão então podem ter
relação direta com a Síndrome de Asperger e com o TEA bem como a combinação de genes e
também fatores ambientais, segundo sugerem algumas pesquisas.
Entretanto, diferentemente do que se pensa, a Síndrome de Asperger não tem qualquer relação
com privação emocional ou pela forma como os pais educam ou disciplinam os filhos.
Um ponto que sempre posto em evidência nos estudos sobre a Síndrome de Asperger é que
também não depende de fatores sociais, circunstância econômicas ou a qualquer tipo de falha
própria.
A Síndrome de Asperger é uma patologia neurobiológica cujos fatores causadores ainda não são
completamente conhecidos.
Quais são os sintomas
da Síndrome de Asperger
Assim como qualquer outra doença os sintomas da Síndrome de Asperger podem apresentar
variações de acordo com a pessoa que possui além de também variarem muito de intensidade ou
mesmo gravidade.
Entretanto existem alguns sintomas mais comuns que são mais facilmente identificados na
maioria dos casos já diagnosticados. Veja quais são esses sintomas:
ŸRituais
É muito comum que as crianças que apresentam essa síndrome desenvolvam rituais os quais se
neguem a alterar. Essas práticas podem ser as mais variadas tais como banhar-se lavando os
membros sempre na mesma ordem ou vestir-se sempre na mesma sequência, por exemplo.
ŸInteresses limitados
As crianças portadoras dessa patologia comumente desenvolvem um interesse bem intenso,
chegando quase a uma obsessão, por um determinado assunto, se interessando muito pouco ou
nada por demais temas que fujam do foco escolhido.
O foco do interesse pode ser sobre carros, mapas, clima, robótica ou qualquer outro assunto.
Quais são os sintomas
da Síndrome de Asperger
YHabilidades sociais
Conforme já falado aqui anteriormente é comum que as crianças portadoras da Síndrome de
Asperger apresentem dificuldades de interação sendo comum que se portem de uma maneira
tida como estranha em certas situações de sociabilização.
Essas crianças apresentam dificuldades em fazer amigos pois não têm facilidade em iniciar ou
mesmo manter uma conversação com outra pessoa.
ŸComportamento repetitivo ou atípico
Essa condição costuma fazer com que seus portadores desenvolvam comportamentos anormais
que podem envolver movimentos repetitivos tais como estralar os dedos ou torcer os punhos.
ŸTalentos
É muito comum que as crianças portadoras da Síndrome de Asperger sejam extremamente
inteligentes e possuam algum talento especial em uma determinada área do conhecimento
como matemática ou mesmo música.
Quais são os sintomas
da Síndrome de Asperger
ŸCoordenação motora
As crianças que têm a Sindrome de Asperger podem apresentar falta de coordenação parecendo
desajeitadas o que normalmente causa muito constrangimento para os mesmos.
ŸComunicação comprometida
As crianças portadoras dessa patologia podem apresentar dificuldade de estabelecer contato
visual ao falar com uma pessoa.
Além disso ainda possuem dificuldade na gesticulação e com a utilização de expressões faciais.
Por isso apresentam uma linguagem corporal particular.
Assim como a dificuldade de utilizar as expressões faciais as crianças portadoras dessa síndrome
também apresentam dificuldade de interpretá-las.
Além disso é comum que essas crianças seja muito literais no uso da linguagem apresentado certa
dificuldade com a linguagem e expressões no sentido figurado.
É muito importante ressaltar ainda que não existe, atualmente, uma cura para a Síndrome de
Asperger. Entretanto a maioria dos portadores dessa patologia conseguem levar uma vida plena
ainda mais quando a criança conta com recursos educacionais reforçados e direcionados para a
sua condição.
Dificuldade na
identificação dos sintomas
Embora o TEA seja definido justamente pela presença de certos déficits persistentes no que diz
respeito a interação e comunicação em diversos contextos existe uma certa dificuldade na
identificação dos sintomas, principalmente pelos pais.
Isso por que é comum que os portadores da patologia apresentem um QI com níveis acima dos
normais. Além disso eles normalmente possuem um vocabulário extenso, bem desenvolvido e
com palavras rebuscadas o que acaba gerando nos pais a ideia de que os filhos são superdotados.
Além disso o interesse restrito e exagerado por apenas um assunto, como aviões, carros ou robôs é
outra característica importante e frequentemente ignorada ou mal interpretada pelos parentes
do portador que acabam muitas vezes, mesmo sem querer, incentivando essa restrição do
interesse até mesmo por meio de presentes ou abordagens que valorizam bastante o tema.
Outra característica bem forte dos portadores da Síndrome de Asperger é que tendem a ser
muito inflexíveis principalmente no que diz respeito a regras prendendo-se muito a elas. Isso faz
com que não consigam agir de maneira flexível de acordo com a necessidade de cada situação.
Desse modo pode-se dizer que as crianças portadoras da Síndrome de Asperger possuem
dificuldade de sociabilização, podem apresentar tiques, ou ações motoras repetitivas, interesse
limitado e intenso por poucos ou somente um determinado assunto além de uma linguagem
mais rebuscada.
Dificuldade na
identificação dos sintomas
Esses são então os principais fatores que devem ser observados para o diagnóstico dessa patologia
e estão presentes já desde os primeiros anos de vida da criança.
É por isso que imensamente importante ficar sempre atento a qualquer tipo de comportamento
que possa parecer estranho, diferente ou fora do padrão.
Além disso questionar-se sobre o que é um comportamento aceitável e o que pode ser parte de
um distúrbio é fundamental para um diagnóstico precoce
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
AUTISMO NA FAMÍLIA: ENVOLVIMENTO DO PAI É FUNDAMENTAL PARA A SAÚDE MENTAL DA MÃE NOS CASOS DE AUTISMO
Sabemos como uma notícia de uma criança com Autismo na família pode desestruturar toda a organização familiar. Sabendo disso pesquisadores resolveram estudar o impacto das relações familiares. Assim estudos acham que o engajamento paterno junto ao bebê é particularmente importante para a saúde mental da mãe quando a criança desenvolve autismo. Em entrevista ao Maternal and Child Health Journal , os pesquisadores mostraram associações entre o estilo de cuidado do pai quando um bebê tinha 9 meses e o aparecimento de sintomas maternos de depressão quando seu filho chegou aos 4 anos. Estes seguiram os pais de 3.500 crianças, incluindo crianças com TEA e 650 crianças com outros transtornos de desenvolvimento. Eles constataram que mães de crianças com TEA relataram muito menos sintomas de depressão quando seu filho tinha 4 anos no contexto onde os pais se envolveram muito mais nos cuidados e tiveram uma conduta mais ativa na condução compartilhada desta criança como acalmar o bebê ou levá-lo junto da mãe ao médico. Por outro lado, os pesquisadores não viram diferenças significativas no comportamento da mãe nos casos onde a criança era neurotípica ou em caso de outros transtornos do desenvolvimento.
O envolvimento do pai nos cuidados de uma criança com TEA pode ser especialmente fundamental quando comparado com outras condições pois pesquisas prévias tem evidenciado que mães de autistas tem maior risco de estresse elevado, depressão e ansiedade do que outras mães.
A pesquisa traz implicações muito importantes mostrando como a mãe, sozinha, não tem plenas condições emocionais de dar conta de suprir as necessidades de seu filho com TEA. O casal, unido, tem maiores recursos emocionais . Além do mais, a pesquisa reflete , indiretamente, que o envolvimento de mais componentes da família (avós, tios, madrinhas, primos, etc.) tem papel significativo na estabilização de um ambiente mais confortável para a mãe ao ser confrontada com o desafio de conduzir seu filho com TEA.
Estudos mostram que quando a mãe recebe apoio do pai, o ambiente melhora tendo maiores recursos emocionais.
Sabemos como uma notícia de uma criança com Autismo na família pode desestruturar toda a organização familiar. Sabendo disso pesquisadores resolveram estudar o impacto das relações familiares. Assim estudos acham que o engajamento paterno junto ao bebê é particularmente importante para a saúde mental da mãe quando a criança desenvolve autismo. Em entrevista ao Maternal and Child Health Journal , os pesquisadores mostraram associações entre o estilo de cuidado do pai quando um bebê tinha 9 meses e o aparecimento de sintomas maternos de depressão quando seu filho chegou aos 4 anos. Estes seguiram os pais de 3.500 crianças, incluindo crianças com TEA e 650 crianças com outros transtornos de desenvolvimento. Eles constataram que mães de crianças com TEA relataram muito menos sintomas de depressão quando seu filho tinha 4 anos no contexto onde os pais se envolveram muito mais nos cuidados e tiveram uma conduta mais ativa na condução compartilhada desta criança como acalmar o bebê ou levá-lo junto da mãe ao médico. Por outro lado, os pesquisadores não viram diferenças significativas no comportamento da mãe nos casos onde a criança era neurotípica ou em caso de outros transtornos do desenvolvimento.
O envolvimento do pai nos cuidados de uma criança com TEA pode ser especialmente fundamental quando comparado com outras condições pois pesquisas prévias tem evidenciado que mães de autistas tem maior risco de estresse elevado, depressão e ansiedade do que outras mães.
A pesquisa traz implicações muito importantes mostrando como a mãe, sozinha, não tem plenas condições emocionais de dar conta de suprir as necessidades de seu filho com TEA. O casal, unido, tem maiores recursos emocionais . Além do mais, a pesquisa reflete , indiretamente, que o envolvimento de mais componentes da família (avós, tios, madrinhas, primos, etc.) tem papel significativo na estabilização de um ambiente mais confortável para a mãe ao ser confrontada com o desafio de conduzir seu filho com TEA.
(http://entendendoautismo.com.br/artigos/autismo-na-familia-envolvimento-do-pai-e-fundamental-para-a-saude-mental-da-mae-nos-casos-de-autismo/)
MEDICAÇÕES PARA AUTISMO PODEM ATUAR EM GENES ESPECÍFICOS QUE ESTÃO RELACIONADOS COM SUBTIPOS DE TEA
Descobertas recentes podem contribuir para compreender como medicações para autismo conhecidas agem nas diferentes formas de TEA apesar das pesquisas ainda estar em fase de testes
Muitas pesquisas sobre medicações para autismo estão sendo feitas, atualmente as pesquisas tem-se debruçado em relacionar estruturas genéticas com princípios farmacológicos. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte tem relacionado as modificações genéticas existentes no Autismo com a severidade de sua apresentação clínica e médica tentando assim desenvolver medicações mais personalizadas. Estes achados estão disponíveis no periódico Cell.
Estas pesquisas e estes achados tem sido apoiados por várias instituições de renome nos EUA como o NIH (equivalente ao Ministério da Saúde de lá) e fundações para o estudo de doenças genéticas, como a da Síndrome de Angelman.
O neurobiólogo Mark Zylka e sua equipe demonstraram que um gene específico ligado ao Autismo, quando modificado, interfere na ação de uma enzima importante, a UBE3A, removendo uma molécula desta a base de fosfato. Esta, portanto, perde o controle de sua atividade e desestabiliza a regulação de mecanismos importantes para o desenvolvimento da funcionalidade cerebral.
Esta alteração faz com que a UBE3A fique hiper-excitada e descontrolada direcionando o desenvolvimento cerebral para um estado autístico.
Tal estudo foi realizado em linhagens de células humanas e em modelos de células de ratos.
QUAL O IMPACTO DESTA DESCOBERTA NO TRATAMENTO DO TEA ????
Bem, neste contexto, os pesquisadores identificaram a proteína que interliga o fosfato ao UBE3A: a proteína Quinase A ou o PKA. Este achado tem implicações no tratamento porque existem várias medicações que podem aumentar ou diminuir a PKA no corpo.
Tais medicações para autismo estão implicadas no tratamento de síndromes que estão relacionadas ao Autismo, especialmente naquelas condições que levam a epilepsia e severos comprometimentos físicos e intelectuais.
Estes pesquisadores acham que podem, ao manipular o PKA, neutralizar a enzima UBE3A nestes pacientes e restaurar os seus níveis de normalidade no cérebro podendo implicar numa modificação do comportamento autístico.
Uma destas drogas, o rolipram – que já foi utilizada para depressão mas abandonado devido aos efeitos colaterais – pode ser , assim, em doses menores e seguras, ser utilizada para este fim.
A identificação de populações definidas geneticamente correlacionando as mutações com o perfil de seu tipo de autismo pode ser um primeiro grande passo para acertar o alvo do cerne do problema por meio de terapias farmacológicas mais específicas. Isto proporciona uma maior especificidade no tratamento e grandes possibilidades de sucesso ao neutralizar o que deve realmente ser neutralizado e melhorar os sintomas do autismo daquela determinada criança.
É sempre bom lembrar que todos os dados aqui apresentados estão em fase de testes e pesquisas.
Muitas pesquisas sobre medicações para autismo estão sendo feitas, atualmente as pesquisas tem-se debruçado em relacionar estruturas genéticas com princípios farmacológicos. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte tem relacionado as modificações genéticas existentes no Autismo com a severidade de sua apresentação clínica e médica tentando assim desenvolver medicações mais personalizadas. Estes achados estão disponíveis no periódico Cell.
Estas pesquisas e estes achados tem sido apoiados por várias instituições de renome nos EUA como o NIH (equivalente ao Ministério da Saúde de lá) e fundações para o estudo de doenças genéticas, como a da Síndrome de Angelman.
O neurobiólogo Mark Zylka e sua equipe demonstraram que um gene específico ligado ao Autismo, quando modificado, interfere na ação de uma enzima importante, a UBE3A, removendo uma molécula desta a base de fosfato. Esta, portanto, perde o controle de sua atividade e desestabiliza a regulação de mecanismos importantes para o desenvolvimento da funcionalidade cerebral.
Esta alteração faz com que a UBE3A fique hiper-excitada e descontrolada direcionando o desenvolvimento cerebral para um estado autístico.
Tal estudo foi realizado em linhagens de células humanas e em modelos de células de ratos.
QUAL O IMPACTO DESTA DESCOBERTA NO TRATAMENTO DO TEA ????
Bem, neste contexto, os pesquisadores identificaram a proteína que interliga o fosfato ao UBE3A: a proteína Quinase A ou o PKA. Este achado tem implicações no tratamento porque existem várias medicações que podem aumentar ou diminuir a PKA no corpo.
Tais medicações para autismo estão implicadas no tratamento de síndromes que estão relacionadas ao Autismo, especialmente naquelas condições que levam a epilepsia e severos comprometimentos físicos e intelectuais.
Estes pesquisadores acham que podem, ao manipular o PKA, neutralizar a enzima UBE3A nestes pacientes e restaurar os seus níveis de normalidade no cérebro podendo implicar numa modificação do comportamento autístico.
Uma destas drogas, o rolipram – que já foi utilizada para depressão mas abandonado devido aos efeitos colaterais – pode ser , assim, em doses menores e seguras, ser utilizada para este fim.
A identificação de populações definidas geneticamente correlacionando as mutações com o perfil de seu tipo de autismo pode ser um primeiro grande passo para acertar o alvo do cerne do problema por meio de terapias farmacológicas mais específicas. Isto proporciona uma maior especificidade no tratamento e grandes possibilidades de sucesso ao neutralizar o que deve realmente ser neutralizado e melhorar os sintomas do autismo daquela determinada criança.
É sempre bom lembrar que todos os dados aqui apresentados estão em fase de testes e pesquisas.
parte da página da Neuro Saber.
(http://entendendoautismo.com.br/artigos/medicacoes-para-autismo-podem-atuar-em-genes-especificos-que-estao-relacionados-com-subtipos-de-tea/)
AUMENTO DE CASOS DE AUTISMO, EXISTE UMA EPIDEMIA?
O aumento de casos de autismo nos leva a um questionamento: será que existe uma epidemia de casos de Autismo? Atualmente existem um aumento de casos de Autismo. Segundo o dicionário, epidemia significa “agravação de um fenômeno, de um comportamento, de ações; aumento fora do comum do número de pessoas contaminadas por uma doença em determinada localidade e/ou região”, entre outras definições. Toda a condição epidêmica deve, na medicina, acender sinal de alerta e acionar estudos e pesquisas para contorná-la ou extirpar a causa. As epidemias mais famosas remontam `as doenças infecciosas e condições associadas ao estilo e hábitos de vida. Dentre os distúrbios neuropsiquiátricos, vem chamando atenção dos profissionais da saúde uma possível epidemia nos casos de Autismo. Mas será que isso é verdade?
Nos Estados Unidos, da maneira como o diagnóstico de autismo é feito, constatou-se que aumentou três vezes o número de casos nos últimos anos. Mas, segundo pesquisadores, essa realidade não pode ser levada ao pé da letra. Quando se fala em epidemia de autismo, entende-se que um número muito maior de crianças está nascendo autista. Mas não é verdade. Acontece que mais pessoas/crianças com deficiência intelectual ou com menor desempenho no desenvolvimento mental com sintomas de transtornos neuropsiquiátricos estão sendo classificadas como autistas.
Em 1957, nos Estados Unidos, uma pessoa em cada cinco mil era considerada autista. Já em 2002, uma em cada 150 era diagnosticada com autistas. Dez anos depois, em 2012, os números subiram ainda mais, mostrando uma pessoa autista em cada 68. Hoje, a proporção está em 1 para 51 !! Essas informações foram divulgadas pelo Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Várias suspeitas, em tempos, vem recaindo em fatores do ambiente como possíveis responsáveis por uma hipotética epidemia, como as vacinas, alimentos industrializados, venenos organofosforados aplicados na agricultura, presenca de fungos intestinais, glúten e/ou lactose na alimentação, etc. As evidências científicas, no entanto, nada concluem acerca destes fatores e, em recente artigo de retratação, publicado no The Lancet, a comunidade científica descartou que as vacinas normalmente administradas tivessem qualquer relação com o desencadeamento do autismo na infância. Por outro lado, verifica-se cada vez mais que o Autismo está relacionado a outras condições ambientais como prematuridade (abaixo de 35 semanas), baixo peso ao nascer (abaixo de 2.500 g) e idade materna/paterna ao conceber um filho acima de 40 anos, além de fatores de natureza genética, como: história familiar de autismo, TDAH, transtornos afetivos, esquizofrenia e deficiência intelectual ou pais com TEA. O aumento normal da população geraria, portanto, aumento do nascimento de autistas por extensão por meio da hereditariedade.
Outro dado estatístico curioso é a predominância do TEA nas crianças do sexo masculino, na ordem de 4:1, evidenciando a relação maior desta condição com aspectos genético-biológicos. Outrossim, o aparecimento mais comum de epilepsia (risco de 20-30x maior do que na população geral), distúrbios alimentares, transtornos neuropsiquiátricos (grande associação com TDAH) , malformações cerebrais e síndromes genéticas intensificam ainda mais esta impressão. Mesmo assim, muitas pesquisas ainda em sido empreendidas – e com toda razão – com a finalidade de se tentar identificar um fator ambiental que esteja contribuindo para os aumentos dos índices desta condição tão deletérica para o desenvolvimento infantil mas sem resultados cientificamente convincentes. A retirada de glúten e da lactose da alimentação tem se mostrado levemente convincente em alguns casos. O tratamento com recursos biológicos como quelantes, anti-fúngicos e uso de complexos vitamínicos vem resultando em melhora de alguns sintomas mas sem redução eficaz quando comparado a outras abordagens no conjunto das crianças.
Muitos casos estão sendo Diagnosticados como Autismo realmente são?
Por outro lado, neste sentido, de acordo com pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a reclassificação de pessoas para o grupo de autistas – sendo que antes eram consideradas apenas indivíduos com distúrbios neurológicos – gerou a falsa ideia de epidemia, já que, na realidade, não houve um aumento real na taxa de novos casos de autismo. Instituições respeitáveis como a Academia Americana de Pediatria, Academia Americana de Psiquiatria, a Organização Mundial de Saúde e a National Institute Health (o Ministério da Saúde dos EUA) reconhecem tais conclusões. Ao analisarem dados referentes a 11 anos de estudos sobre a matrícula de autistas na educação especial escolar, os pesquisadores americanos calcularam uma média de 6,2 milhões de crianças por ano. Durante a década, não foi encontrado nenhum aumento generalizado de um transtorno específico no número de estudantes matriculados na educação especial. Em contrapartida, o aumento dos estudantes diagnosticados com autismo, matriculados na educação especial, foi compensado proporcionalmente pela redução equiparada de alunos com outras deficiências intelectuais. Nesta população, por muito tempo, pouco se valorizou o espectro dos sintomas autísticos associadas a estas condições e, atualmente, a atualização vem trazendo novos diagnósticos. Esta reclassificação, aparentemente ruim, tem permitido, com o diagnóstico, a revisão das estratégias outrora aplicadas e o remanejo de abordagens.
Os estudos concluem, até o momento, que a possível epidemia de autismo, na verdade, não passou de uma mudança nos critérios e avaliação para fazer o diagnóstico. Enfim, toda esta discussão corrobora cada vez mais com a opinião de muitos pesquisadores e dos cuidadores destas crianças os quais tem insistido na idéia de que é mais importante buscar meios de prevenção e intervenção precoce para mitigar os sintomas e os problemas cognitivos dos TEA do que esperar, a prazo indeterminado, a descoberta de sua causa.
(http://entendendoautismo.com.br/artigos/aumento-de-casos-de-autismo-existe-uma-epidemia/)
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
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