segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
O que é Tecnologia Assistiva?
Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey • Assistive Technologies: Principles and Practices • Mosby – Year Book, Inc., 1995).
Conceito
No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela PORTARIA N° 142, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2006 propõe o seguinte conceito para a tecnologia assistiva: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).
O termo Assistive Technology, traduzido no Brasil como Tecnologia Assistiva, foi criado em 1988 como importante elemento jurídico dentro da legislação norte-americana conhecida como Public Law 100-407 e foi renovado em 1998 como Assistive Technology Act de 1998 (P.L. 105-394, S.2432). Compõe, com outras leis, o ADA - American with Disabilities Act, que regula os direitos dos cidadãos com deficiência nos EUA, além de prover a base legal dos fundos públicos para compra dos recursos que estes necessitam.
Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.
Recursos Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente. Serviços São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: Fisioterapia Terapia ocupacional Fonoaudiologia Educação Psicologia Enfermagem Medicina Engenharia Arquitetura Design Técnicos de muitas outras especialidades Encontramos também terminologias diferentes que aparecem como sinônimos da Tecnologia Assistiva, tais como “Ajudas Técnicas”, “Tecnologia de Apoio“, “Tecnologia Adaptativa” e “Adaptações”. |
Objetivos da Tecnologia Assistiva
Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.

Categorias de Tecnologia Assistiva
A classificação que segue foi escrita originalmente em 1998 por José Tonolli e Rita Bersch e sua última atualização é de 2017. Ela tem uma finalidade didática e em cada tópico considera a existência de recursos e serviços. Esta proposta de classificação foi desenhada com base nas diretrizes gerais da ADA, em outras classificações utilizadas em bancos de dados de TA e especialmente a partir da formação dos autores no Programa de Certificação em Aplicações da Tecnologia Assistiva – ATACP da California State University Northridge, College of Extended Learning and Center on Disabilities.
A importância das classificações no âmbito da tecnologia assistiva se dá pela promoção da organização desta área de conhecimento e servirá ao estudo, pesquisa, desenvolvimento, promoção de políticas públicas, organização de serviços, catalogação e formação de banco de dados para identificação dos recursos mais apropriados ao atendimento de uma necessidade funcional do usuário final.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
AUTISMO
O termo Autismo vem do Grego Autós, significa algo como
“por si mesmo”
O Autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética.
É causado por defeitos em partes do cérebro, como o cerebelo, trata-se de um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, da comunicação verbal e não verbal, comportamento restrito e repetitivo.
Isso se deve ao fato do autismo não ser uma “doença única”, mas sim centenas de “doenças” diferentes com uma expressão clínica comum.
Estima-se que 67 milhões de indivíduos em todo o Mundo sejam afetados pelo Autismo, sem distinção de raça, religião, etnia ou cor. Na maioria dos países o Autismo é mais comum que doenças oncológicas, diabetes e HIV juntos.
O autismo é um transtorno infantil que pode acontecer mais em meninos que nas meninas. Acomete até 1 % da população e existem vários graus e tipos de autismo.
Tipos de Autismo: O autismo poderá estar associado a diversas síndromes como: Síndrome de Asperger, Síndrome X Frágil, Síndrome de Rett, Distúrbio Obsessivo – Compulsivo Deficiência mental - leve, moderada ou severa, etc.
Vivemos numa sociedade onde faltam informações sobre o TEA, além de ser de suma importância a conscientização da sociedade, deve-se atentar aos primeiros diagnósticos.
Muitas pessoas perguntam o autismo tem cara? O Autismo não tem cara, não há diferenciação física como temos com a síndrome de down.
O diagnóstico precoce é fundamental para estimular crianças na comunicação e socialização e quando a intervenção é realizada em crianças menores de 03 anos a melhora é de 80%, aos 05 anos cai para 70% e acima disso fica muito prejudicada.
O autismo não aparece em exames de rotina, não é apontado no teste do pezinho, nem mesmo em ressonâncias ou tomografias.
Quando identificado alguma alteração, os pais são orientados a procurar um profissional com formação em medicina como neuropediatra ou psiquiatra, que estão aptos a fazerem o diagnóstico que é totalmente clínico, cabendo à tarefa de identificar o autismo com base em avaliações clínicas, sendo necessário uma série de informações para diagnóstico.
Alguns sinais e sintomas presentes no autismo, mas que devem ser acompanhados por um especialista: se seu filho não olha em seus olhos, ao mamar não mantém nenhum contato visual, não fala, tem movimentos repetitivos, muitas vezes a fala apresenta ecolália (criança repete palavras ou sons), se interessa por objetos giratórios, não apresenta sensibilidade, pois muitas crianças e adultos autistas têm hipersensibilidade, já outros não assim, como alguns não sentem frio, nem querer colocar roupas de frio, já outros não sentem dor.
Outros casos, tem mania de coleção de objetos que gostam, alguns apresentam dificuldade com alimentação, outros não podem comer glúten, pois aumenta o grau de agressividade, muitos têm audição sensível consegue captar sons á distância, outros não.
Outros casos, tem mania de coleção de objetos que gostam, alguns apresentam dificuldade com alimentação, outros não podem comer glúten, pois aumenta o grau de agressividade, muitos têm audição sensível consegue captar sons á distância, outros não.
O autismo é uma disfunção crônica, o tratamento exige medidas variadas e individualizadas caso-a-caso, de modo geral, a criança precisa de uma equipe multidisciplinar com abordagem clínica, pedagógica, psicopedagógica e muitas vezes de terapias a fim de inibir os comportamentos disfuncionais e desenvolver suas habilidades mais adaptativas. Cabe ao psicopedagogo clínico selecionar materiais estimulantes que são funcionais e interessantes para a criança autista.
Cabe a um psiquiatra ou neurologista infantil a tarefa de identificar o autismo com base em avaliações clínicas.
Existem programas especializados para o tratamento do autismo como terapia ABA, métodos PECS, e o método TEACCH que é um projeto que tenta responder às necessidades do autista em habilitar essas pessoas a se comportar de forma tão funcional e independente quanto possível.
É sabido que nos EUA estudos e pesquisas tentam identificar o Autismo através de DNA.
Escrito por Ericka Vanessa de Andrade, Formada em Pedagogia, Artes e Psicopedagogia Institucional. CBO 239425.
link http://www.jm21.com.br/noticias/politica/2016/04/autismo.html e na Revista Acontece on line e impressa https://issuu.com/renatobueno2/docs/acontece49.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
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